| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Araújo, Eliane Cristina de | - |
| dc.date.accessioned | 2026-09-16T17:53:36Z | - |
| dc.date.available | 2026-09-16T17:53:36Z | - |
| dc.date.issued | 2026 | - |
| dc.identifier.citation | SANTOS, Luiz Henrique Bispo. A era da incerteza climática: bancos centrais e sistemas financeiros sob o antropoceno. Porto Alegre, 2026. 162 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Programa de Pós-Graduação em Economia, Porto Alegre, 2026. | en_US |
| dc.identifier.uri | http://web.bndes.gov.br/bib/jspui/handle/1408/30449 | - |
| dc.description | "Tese submetida ao Programa de Pós Graduação em Economia da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGE – UFRGS), como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Economia". | en_US |
| dc.description | Bibliografia: p. 147-162. | en_US |
| dc.description.abstract | From the perspective of central banks, the interconnections between financial systems and climate change are examined. These interconnections tend to be bidirectional: on the one hand, financial systems channel abundant flows of resources to carbon-intensive activities, exacerbating environmental imbalances; on the other hand, climate change, through physical, responsive and transitional risk channels, accentuates the instability of financial systems. The investigation concentrates, with greater diligence, in the second direction, resorting to three techniques of economic analysis: theoretical, statistical and historical. The theoretical exam, through Minsky's background, elucidates the processes by which the scenarios that guide investment decisions become more opaque in the face of climate uncertainty. In addition, cash inflows and outflows tend to be compromised by the climate emergency, so that units initially operating under the hedge financing regime may migrate to the speculative or even Ponzi regime, further destabilizing financial systems. The prophylactic measure would involve the construction of a "Great Green Central Bank". Statistical research, in turn, makes it possible to measure the impacts of the environmental crisis on monetary volatility. For a sample of 90 countries between 2002 and 2020, a positive relationship between environmental degradation and inflationary instability was verified, through the generalized method of moments (GMM). Thus, evidencing the macroeconomic destabilizing effects of climate change. Meanwhile, central banks – responsible for maintaining stability – remain committed to conventional monetary policies, abandoning them only in periods of crisis. Finally, the use of historical analysis reveals, among other "lessons", the support that central banks systematically offer to the process of capitalist accumulation, ensuring that the obstacles to the circuits of production and circulation are overcome and do not interrupt accumulation. The same process of accumulation demanded unquantifiable volumes of natural resources and generated a gigantic environmental liability, engendering a new geological era: the Anthropocene. The historical analysis has thus exposed the indirect links between central bank policy and environmental degradation, even though the theme has appeared on the economic research agenda only very recently. | en_US |
| dc.format.extent | 162 f. | en_US |
| dc.language.iso | pt_BR | en_US |
| dc.subject | Banco Central do Brasil | en_US |
| dc.subject | Bancos centrais | en_US |
| dc.subject | Mudanças climáticas | en_US |
| dc.subject | Incerteza (Economia) | en_US |
| dc.subject | Cenários | en_US |
| dc.subject | Modelos econométricos | en_US |
| dc.subject | Sistema financeiro | en_US |
| dc.subject | Banks and banking, Central | en_US |
| dc.subject | Climatic changes | en_US |
| dc.subject | Uncertainty | en_US |
| dc.subject | Scenarios | en_US |
| dc.subject | Econometric models | en_US |
| dc.subject | Financial system | en_US |
| dc.title | A era da incerteza climática : bancos centrais e sistemas financeiros sob o antropoceno | en_US |
| dc.type | Tese | en_US |
| dc.genero | Textual | en_US |
| dc.comunidade | Produção BNDES | en_US |
| dc.local | Porto Alegre | en_US |
| dc.description.resumo | A análise desta tese concentra-se nos bancos centrais, investigando suas funções e atuação nas interconexões entre os sistemas financeiros e as mudanças climáticas. Tais interconexões tendem a ser bidirecionais: por um lado, os sistemas financeiros canalizam abundantes fluxos de recursos para atividades intensivas em carbono, agravando os desequilíbrios ambientais; por outro, as mudanças climáticas, através dos canais de riscos físicos, de responsabilidade e de transição, acentuam a instabilidade dos sistemas financeiros. A investigação concentrar-se-á, com mais diligência, na segunda direção. Para isso, a metodologia adotada desdobra-se em três técnicas de análise: a teórica, a econométrica e a histórica. O exame teórico, por meio do cabedal minskiano, elucida os processos pelos quais os cenários que orientam as decisões de investimento tornam-se mais opacos diante da incerteza climática. Ademais, os fluxos de entrada e saída de caixa tendem a ser comprometidos pela emergência climática, de modo que unidades inicialmente operantes sob o regime de financiamento hedge podem migrar para o regime especulativo ou até mesmo ponzi, instabilizando ainda mais os sistemas financeiros. A medida profilática passaria pela construção de um “Grande Banco Central Verde”. A investigação econométrica, por sua vez, permite mensurar os impactos da crise ambiental sobre a volatilidade monetária. Para uma amostra de 90 países entre 2002 e 2020 verificou-se, através do método dos momentos generalizados (GMM), uma relação positiva entre degradação ambiental e instabilidade inflacionária. Evidenciando, assim, os efeitos instabilizadores macroeconômicos das mudanças climáticas. Enquanto isso, os bancos centrais – responsáveis pela manutenção da estabilidade – permanecem comprometidos com políticas monetárias convencionais, abandonando-as apenas em períodos de crise. Por fim, o emprego da análise histórica revela, dentre outras “lições”, o suporte que os bancos centrais sistematicamente ofereceram ao processo de acumulação capitalista, garantindo que os entraves aos circuitos de produção e circulação fossem superados e não interrompessem a acumulação. O mesmo processo de acumulação demandou inquantificáveis volumes de recursos naturais e gerou um gigantesco passivo ambiental, engendrando um nova época geológica: o Antropoceno. A análise histórica expõe, dessa forma, os vínculos indiretos entre a política dos bancos centrais e a degradação ambiental, ainda que a temática tenha aparecido na agenda de pesquisa econômica apenas muito recentemente. | en_US |
| dc.contributor.authorbndes | Santos, Luiz Henrique Bispo | - |
| Aparece en las colecciones: | Produção BNDES - Teses e Dissertações
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